Giorgio Agamben, “Estado de exceção”. Buenos Aires: Adriana Hidalgo Editora, 2005, 172 págs.
DOI:
https://doi.org/10.38128/cienciayfilosofa.v1i01.7Palavras-chave:
Estado de exceção, ditadura, democracia governamental, Agamben, Karl SchmittResumo
Apresenta-se uma resenha do livro *Estado de Exceção*, de Giorgio Agamben, submetendo a uma análise crítica os resultados e as contribuições do autor ao método arqueológico. O título da obra já constitui um exemplo do limite a que chegam as democracias representativas — as quais pareciam ter erradicado o conceito jurídico-político de ditadura. O último terço do século XX foi marcado por um vasto arsenal literário, de natureza jurídico-filosófica, voltado a banir definitivamente as noções de totalitarismo e as diversas formas de ditadura que mantinham os Estados nacionais fortemente centralizados nos poderes executivos. Contudo, o livro de Agamben evidencia a ironia subjacente a esses raciocínios — defendidos por autores como Bobbio e Sartori, entre outros — que sustentavam que as democracias representativas teriam eliminado, em seu próprio seio, as técnicas de concentração de poder por parte dos executivos e juízes nas democracias constitucionais.
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Referências
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