Ciências puras, ciências aplicadas: a dualidade inexistente
DOI:
https://doi.org/10.38128/cienciayfilosofa.v15i17.128Palavras-chave:
ciência, ciências puras, ciências aplicadas, tecnologia, tecnociênciaResumo
A distinção entre ciência pura e ciência aplicada como duas disciplinas diferentes e irreconciliáveis não é um fenômeno moderno; surgiu no século XIX e persiste até hoje, reforçada pela complexidade da ciência e seus diversos ramos, como a tecnologia e a tecnociência, juntamente com as principais descobertas e teorias científicas em diferentes campos do conhecimento. Explorar esses conceitos por meio dos artigos de James K. Feibleman, entre outros, torna a distinção clara: saber, para a ciência pura; fazer, para a ciência aplicada. Por outro lado, como Paul Lucier observa em seu artigo "As Origens da Ciência Pura e Aplicada na América da Era Dourada", existe uma linha divisória entre as duas posições, mas a própria divisão é essencialmente uma "invenção", uma criação dos cientistas do século XIX, uma época em que novos atores sociais e novas práticas profissionais começaram a surgir, precisando e desejando se diferenciar. Foi no último terço desse século que alguns cientistas, como Pasteur, uniram forças com J. Tyndall, para quem existia apenas a ciência e, depois, a aplicação da ciência. Seguindo essa linha de raciocínio, o presente estudo visa demonstrar, por meio de artigos relacionados, que não existe diferença entre os dois conceitos, mas sim que se trata de uma única ciência, que requer ambos os polos para se tornar útil: a criação a partir da abstração e a aplicação prática.
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